O que separa o candidato aprovado do primeiro lugar

28/03/2026 · por Sergio Roberto Santos

Quando eu passei em primeiro lugar na Petrobras, não foi porque eu estudava mais horas que todo mundo. Foi porque eu estudava de um jeito diferente. O primeiro lugar não é sobre quantidade — é sobre precisão.

O candidato comum estuda o que gosta e o que é fácil. O candidato de primeiro lugar estuda o que dá ponto, mesmo quando é chato. Ele não negocia com o próprio plano: sabe que a disciplina de hoje é a nota de amanhã.

Um hábito decisivo é a constância. Estudar duas horas todos os dias vence provas que muitos “maratonistas de fim de semana” não vencem. O cérebro aprende pela repetição espaçada, não por explosões de esforço.

Outro diferencial é a relação com o erro. O candidato comum evita errar. O de primeiro lugar busca os próprios erros, porque sabe que cada erro corrigido é um ponto garantido na prova. Ele não tem medo de simulado difícil.

Também pesa a gestão emocional. Aprovação é resistência: edital que muda, meses de rotina, notícias ruins. Quem mantém a calma e o método diante do caos chega mais firme. Ansiedade não se resolve com motivação, resolve-se com processo.

No fim, o primeiro lugar é o resultado natural de um único hábito levado a sério: executar o ciclo — planejamento, disciplina, conhecimento e aprovação — todos os dias, sem depender de vontade. É método, não sorte.

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